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Protocolo DeFi perde 15% em aposta fracassada com token

Protocolo DeFi PiggyBank perde 15% em cofre de USDC após aposta fracassada. Entenda o risco para investidores brasileiros em plataformas descentralizadas.
Um protocolo de rendimento cripto chamado PiggyBank, que opera na blockchain Solana, registrou perdas de 15% no valor de um de seus cofres de USDC (stablecoin atrelada ao dólar) após uma aposta fracassada em um token de média capitalização, conforme reportou The Defiant em 8 de junho de 2025.

O PiggyBank é um protocolo DeFi (finanças descentralizadas, ou seja, plataformas que oferecem serviços financeiros sem intermediários como bancos) que promete rendimento sobre depósitos em criptomoedas. Um de seus produtos era um cofre de USDC, uma stablecoin (moeda digital projetada para manter valor estável, sempre próximo de US$ 1). A expectativa dos depositantes era que o valor permanecesse estável, como um fundo de renda fixa que não oscila.

Segundo The Defiant, o protocolo realizou um hedge (operação de proteção contra risco, como um seguro financeiro) apostando em um token de média capitalização que estava sob disputa no mercado. A operação deu errado e o valor líquido do cofre caiu 15%, transformando um produto que deveria ser estável em um ativo com perdas significativas. Para contextualizar: em termos de mercado brasileiro, seria como se um fundo DI (considerado seguro e estável) perdesse 15% do patrimônio em poucos dias, algo praticamente inédito.

A plataforma opera na Solana, uma blockchain (rede descentralizada que registra transações de forma pública e imutável, como um cartório digital aberto a todos) conhecida por hospedar diversos protocolos DeFi. Os depositantes do cofre agora aguardam um relatório detalhado prometido pela equipe do PiggyBank, explicando o que aconteceu e quais medidas serão tomadas. Até o momento da publicação da reportagem original, o protocolo não havia divulgado o documento.

Impacto para o investidor brasileiro

Para o investidor brasileiro que utiliza plataformas DeFi, o caso ilustra um risco pouco discutido: mesmo produtos apresentados como estáveis podem sofrer perdas abruptas se a gestão fizer apostas arriscadas. No Brasil, fundos regulados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) têm regras rígidas sobre o que podem ou não fazer com o dinheiro dos cotistas. Já no universo DeFi, não há regulador nem garantias formais, e o investidor depende inteiramente da transparência e competência da equipe por trás do protocolo.

A título de comparação, stablecoins como USDC são amplamente usadas por brasileiros para dolarizar patrimônio ou fazer remessas internacionais. Protocolos que prometem rendimento sobre essas moedas atraem investidores em busca de retorno superior ao de contas bancárias tradicionais. Porém, como mostra o episódio do PiggyBank, o risco de gestão pode transformar um ativo teoricamente seguro em prejuízo real.

📊 Número do Dia

15% , Perda registrada no valor líquido do cofre de USDC do protocolo PiggyBank após hedge fracassado, segundo The Defiant.

Por que isso importa

O caso expõe a fragilidade de protocolos DeFi que prometem estabilidade mas assumem riscos opacos. Para o investidor brasileiro, é um lembrete de que rendimento em cripto sem regulação pode vir acompanhado de perdas inesperadas, mesmo em produtos apresentados como seguros. A ausência de um relatório imediato agrava a desconfiança e reforça a importância de transparência em plataformas descentralizadas.


Fonte original: https://thedefiant.io/news/defi/piggybanks-lab-hedge-fails-cutting-usdc-vault-nav-by-15-percent

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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