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Bitmine compra mais 127 mil ethers e acumula US$ 9 bilhões

Bitmine compra 127 mil ethers por US$ 207 milhões, elevando estoque para 5,54 milhões de tokens avaliados em US$ 9 bilhões, enquanto mercado corrige 30%.
A Bitmine adquiriu 126.971 unidades de ether (a criptomoeda da rede Ethereum) por aproximadamente US$ 207 milhões, elevando seu estoque total para 5,54 milhões de tokens, avaliados em US$ 9 bilhões, segundo reportagem publicada pela The Block em 8 de junho de 2026.

A Bitmine, empresa focada em acumulação de criptoativos, comprou 126.971 unidades de ether (ETH, a moeda digital que funciona na rede Ethereum) por cerca de US$ 207 milhões. Segundo a The Block, a operação elevou o estoque da companhia para 5,54 milhões de ethers, montante avaliado em US$ 9 bilhões no momento da publicação. Para contextualizar a escala: US$ 9 bilhões equivalem a aproximadamente R$ 45 bilhões na cotação atual, valor superior ao patrimônio líquido de empresas como Gol ou Azul listadas na B3.

A compra ocorre em momento de correção no mercado cripto: o ether negocia cerca de 30% abaixo dos picos registrados em abril de 2026. Essa queda representa uma volatilidade típica do mercado de criptomoedas (em comparação, ações de grandes empresas brasileiras raramente caem 30% em dois meses sem evento corporativo grave). A Bitmine, no entanto, segue estratégia de acumulação contínua, comprando ativos em períodos de baixa, padrão semelhante ao adotado por fundos de pensão que reforçam posições durante correções.

Tom Lee, analista citado pela The Block, classificou a correção atual como “superficial” (termo usado no mercado para indicar quedas temporárias, sem mudança nos fundamentos de longo prazo). A visão de Lee sugere que a queda recente não reflete deterioração estrutural do mercado, mas ajuste de curto prazo. Historicamente, correções de 30% no ether ocorreram diversas vezes desde 2020, seguidas de recuperações nos meses subsequentes, conforme dados públicos da CoinGecko.

Para o investidor brasileiro, a movimentação da Bitmine ilustra uma estratégia de acumulação institucional: grandes players compram volumes expressivos durante quedas, apostando em valorização futura. No Brasil, ETFs de ether negociados na B3, como o ETHE11, permitem exposição ao ativo sem necessidade de custódia direta, oferecendo alternativa regulada para quem deseja acompanhar movimentos institucionais. A título de comparação, o ETHE11 registrou volume médio diário de R$ 2 milhões em maio de 2026, segundo dados da B3, refletindo interesse crescente do investidor local.

A estratégia da Bitmine também levanta questões sobre concentração de ativos: 5,54 milhões de ethers representam cerca de 4,5% do total em circulação (aproximadamente 120 milhões de unidades, conforme dados públicos da Ethereum Foundation). Essa concentração, embora significativa, ainda é inferior à observada em Bitcoin, onde empresas como MicroStrategy detêm fatias proporcionalmente maiores do estoque total.

📊 Número do Dia

5,54 milhões , Quantidade de ethers acumulados pela Bitmine, avaliados em US$ 9 bilhões, após compra de 127 mil tokens por US$ 207 milhões.

Por que isso importa

A compra reforça tendência de acumulação institucional em criptoativos durante correções de mercado, sinalizando aposta de longo prazo por grandes players. Para o investidor brasileiro, movimentos desse tipo historicamente precederam períodos de recuperação de preços, embora não garantam resultados futuros. A estratégia também evidencia maturação do mercado cripto, com empresas adotando padrões de alocação semelhantes aos de fundos tradicionais, o que pode influenciar percepção regulatória e adoção por investidores institucionais locais.


Fonte original: https://www.theblock.co/post/403981/bitmine-adds-127000-ether-bringing-treasury-to-5-54-million-eth-as-tom-lee-calls-crypto-selloff-superficial?utm_source=rss&utm_medium=rss

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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