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SEC processa fundador da Privvy por fraude cripto de US$ 12,3 milhões

SEC processa fundador da Privvy por fraude de US$ 12,3 milhões. Robôs de IA prometidos não existiam; recursos foram desviados para gastos pessoais.
A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) processou o fundador da plataforma Privvy por suposta fraude envolvendo US$ 12,3 milhões em criptomoedas. Segundo a acusação, os robôs de inteligência artificial prometidos para gerar lucros aos investidores nunca existiram.

A SEC acusa o fundador da Privvy, identificado como Fuller, de ter captado US$ 12,3 milhões de investidores prometendo retornos gerados por robôs de inteligência artificial que operariam no mercado de criptomoedas. Segundo reportagem publicada pelo The Block em 30 de maio de 2026, a investigação revelou que esses robôs (programas de computador que deveriam executar operações automáticas de compra e venda) não eram baseados em inteligência artificial e, na prática, sequer existiam como prometido.

O caso ilustra um padrão recorrente no mercado cripto: esquemas que prometem lucros automáticos usando tecnologias da moda (neste caso, IA) para atrair investidores inexperientes. Conforme a acusação da SEC, Fuller desviou parte dos recursos captados para gastos pessoais, incluindo a compra de uma casa avaliada em cerca de US$ 1 milhão, apostas, cartões colecionáveis, viagens e um veículo Jeep. A título de comparação, esse tipo de desvio é similar ao que ocorre em esquemas de pirâmide financeira tradicionais, nos quais os organizadores usam o dinheiro de novos investidores para financiar seu próprio estilo de vida.

Para o investidor brasileiro, o episódio reforça a importância de verificar se plataformas de investimento em cripto possuem registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou ao Banco Central, conforme o tipo de operação. Embora a Privvy operasse nos Estados Unidos, casos semelhantes já foram registrados no Brasil, onde a CVM tem intensificado a fiscalização sobre ofertas irregulares de criptoativos. Segundo conhecimento de mercado, promessas de retornos garantidos ou automáticos por meio de robôs ou algoritmos são sinais de alerta clássicos, já que o mercado cripto é altamente volátil (ou seja, os preços sobem e descem de forma imprevisível, como o preço do tomate na feira em semana de chuva).

A ação da SEC busca recuperar os valores desviados e aplicar penalidades ao acusado. O processo ainda está em andamento, e Fuller não se pronunciou publicamente sobre as acusações até a data de publicação da reportagem original.

📊 Número do Dia

US$ 12,3 milhões , Valor captado em suposto esquema fraudulento envolvendo robôs de IA inexistentes no mercado cripto

Por que isso importa

O caso reforça a necessidade de o investidor brasileiro verificar a legitimidade de plataformas cripto antes de investir. Com a regulação do mercado de criptoativos avançando no Brasil (via CVM e Banco Central), episódios como este servem de alerta: promessas de lucros automáticos ou garantidos, especialmente usando termos da moda como inteligência artificial, costumam esconder fraudes. A fiscalização local tem se intensificado, mas a responsabilidade de checar credenciais e desconfiar de ofertas irreais continua sendo do investidor.


Fonte original: https://www.theblock.co/post/403118/sec-sues-privvy-founder-over-12-3-million-crypto-scheme-as-ai-bots-turn-out-to-be-neither?utm_source=rss&utm_medium=rss

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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