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BNDES libera R$ 21 bilhões para renovar frota de caminhões e ônibus

BNDES libera R$ 21 bilhões para renovar frota de caminhões e ônibus no Brasil. Juros de 13% ao ano e prazo de até 10 anos para autônomos.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta sexta-feira (29) uma linha de crédito de até R$ 21 bilhões voltada à renovação da frota nacional de veículos pesados. O programa, chamado BNDES Mais Mobilidade, financia a compra de caminhões, ônibus e implementos rodoviários.

O BNDES liberou R$ 21 bilhões em financiamento para renovar a frota brasileira de caminhões e ônibus. A linha de crédito, que começou a receber pedidos nesta sexta-feira (29), faz parte do programa Move Brasil – Caminhões e Ônibus, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Do total, R$ 14,5 bilhões vêm do Tesouro Nacional (o caixa do governo federal) e R$ 6,7 bilhões são recursos próprios do BNDES.

O programa atende transportadores autônomos (caminhoneiros que trabalham por conta própria), cooperativas e empresas de transporte de cargas e passageiros. Os juros ficam próximos de 13% ao ano — taxa semelhante à Selic (o juro básico da economia brasileira), que hoje está em 13,75%. Para autônomos, o prazo de pagamento pode chegar a 120 meses (dez anos), com até um ano de carência (período em que não é preciso pagar as parcelas). Para empresas de carga, o prazo é de até 60 meses; para empresas de passageiros, até 120 meses.

Por que renovar a frota importa

A idade média dos caminhões brasileiros é de cerca de 20 anos, segundo dados do setor — uma das frotas mais antigas da América Latina. Veículos velhos consomem mais combustível, poluem mais e têm maior risco de acidentes. A título de comparação, na União Europeia a idade média da frota de caminhões é de 13 anos, conforme dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA). O programa exige que os veículos novos sejam fabricados no Brasil e atendam ao padrão Proconve P-8, que limita a emissão de poluentes — é como se fosse um selo de qualidade ambiental para motores.

O programa reserva R$ 2 bilhões exclusivamente para ônibus e micro-ônibus, e outros R$ 2 bilhões para transportadores autônomos e cooperados. Cada cliente pode financiar até R$ 50 milhões, sem valor mínimo. Além do veículo, é possível incluir no financiamento itens como seguro e comissão de fundos garantidores (que funcionam como um aval coletivo para reduzir o risco do banco), desde que a empresa tenha receita de até R$ 300 milhões por ano.

Impacto na cadeia produtiva

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o programa combina eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva. O ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, destacou que a medida fortalece toda a cadeia automotiva, da indústria às concessionárias, gerando empregos. O prazo para protocolar os pedidos vai até 28 de agosto de 2026, e a contratação deve ser comunicada ao BNDES até 28 de setembro de 2026. Os interessados devem procurar uma instituição financeira credenciada ao banco, que analisa o crédito e encaminha o pedido.

📊 Número do Dia

R$ 21 bilhões — Valor total da linha de crédito do BNDES para renovação da frota de caminhões e ônibus no Brasil

Por que isso importa

Para o caminhoneiro autônomo, significa acesso a crédito mais barato para trocar o veículo velho por um novo, que consome menos combustível e quebra menos — reduzindo custos operacionais. Para as empresas de transporte, a renovação da frota melhora a eficiência logística e reduz acidentes. Para o cidadão, o impacto vem na forma de transporte público mais seguro e confiável, além de menos poluição nas cidades. Para a indústria automotiva nacional, representa um impulso na produção e nas vendas, com efeito direto sobre empregos no setor.


Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/bndes-abre-financiamento-para-transporte-de-carga-e-passageiros

Foto de Vitor Ribeiro

Vitor Ribeiro

Jornalista especializado em comércio internacional e economia global. Cobre as exportações brasileiras, o agronegócio e as relações comerciais do Brasil com o mundo. No Correio Capital, assina as seções Comércio Global e Brasil no Mundo.
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