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Bitcoin recupera perdas, mas sequência de dois meses em alta corre risco

Bitcoin recupera perdas após declaração de Trump, mas sequência de dois meses de alta pode acabar em maio. Entenda o impacto para investidores brasileiros.
O Bitcoin (BTC) recuperou as perdas da manhã desta sexta-feira (29), mas ainda corre o risco de encerrar maio sem valorização, o que encerraria uma sequência de dois meses consecutivos de ganhos, segundo a CoinDesk.

O Bitcoin recuperou terreno nesta sexta-feira (29) após uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Irã, mas ainda pode encerrar maio sem ganhos. Segundo a CoinDesk, a criptomoeda havia recuado durante a manhã, mas voltou a subir após a postagem presidencial, que trouxe otimismo aos mercados. A janela temporal exata da recuperação não foi especificada pela fonte, mas o movimento ocorreu ao longo do pregão de 29 de maio de 2026.

O que está em jogo é uma sequência de dois meses consecutivos de alta. Se o Bitcoin encerrar maio sem valorização, será a primeira vez desde março que a moeda digital não registra ganhos mensais. Para contextualizar, uma sequência de dois meses de alta é considerada relevante num mercado tão volátil quanto o de criptomoedas (em comparação, ações do Ibovespa raramente mantêm trajetória de alta por mais de três meses seguidos sem correções).

A volatilidade do Bitcoin (oscilações bruscas de preço em curtos períodos) continua sendo influenciada por fatores externos ao mercado cripto. Declarações políticas, como a de Trump sobre o Irã, têm peso imediato sobre o comportamento da moeda, mostrando como eventos geopolíticos afetam ativos digitais tanto quanto afetam bolsas tradicionais. Isso ocorre porque investidores institucionais (fundos, bancos e gestoras) tratam o Bitcoin cada vez mais como um ativo de risco global, reagindo a notícias que mexem com o apetite por investimentos arriscados.

Para o investidor brasileiro, esse comportamento reforça a importância de acompanhar não apenas o mercado cripto, mas também o cenário político internacional. Quem investe em Bitcoin por meio de ETFs na B3 (como HASH11, QBTC11 e BITH11) está exposto a essas mesmas oscilações, já que esses fundos replicam o desempenho da moeda no mercado global. A título de comparação, é como investir em ações da Petrobras: o preço depende não só da empresa, mas também do petróleo lá fora e das decisões políticas em Brasília.

Segundo conhecimento de mercado, maio de 2026 tem sido um mês de lateralização (quando o preço fica oscilando numa faixa estreita, sem subir nem cair muito) para o Bitcoin, após os ganhos de março e abril. Historicamente, períodos de lateralização costumam preceder movimentos mais definidos, mas não há como prever a direção.

📊 Número do Dia

2 meses , Sequência de ganhos mensais consecutivos do Bitcoin que pode ser interrompida em maio de 2026, caso a moeda encerre o mês sem valorização.

Por que isso importa

O fim de uma sequência de alta mensal do Bitcoin sinaliza mudança de humor do mercado e pode influenciar decisões de investidores brasileiros que alocam recursos em criptomoedas via ETFs na B3. Além disso, reforça que o Bitcoin continua sensível a eventos geopolíticos, comportando-se cada vez mais como um ativo de risco tradicional, e não como um porto seguro independente dos mercados globais.


Fonte original: https://www.coindesk.com/markets/2026/05/29/live-markets-bitcoin-slides-further-putting-two-month-winning-streak-in-jeopardy

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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