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Zcash sobe 18% enquanto mercado cripto cai 3,45%

Zcash sobe 18% em três dias enquanto mercado cripto cai 3,45%. Analistas identificam padrão que pode indicar alta de 88%. Entenda o contexto brasileiro.
O Zcash (ZEC), uma criptomoeda focada em privacidade, subiu 18% em três dias (entre 16 e 19 de maio de 2026), segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 19 de maio de 2026, enquanto o mercado cripto mais amplo caiu 3,45% no mesmo período.

O Zcash (ZEC), uma criptomoeda focada em privacidade, subiu 18% em três dias (entre 16 e 19 de maio de 2026), segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 19 de maio de 2026, enquanto o mercado cripto mais amplo caiu 3,45% no mesmo período. Para contextualizar, essa variação de 18% em três dias é considerável: em comparação, o Ibovespa raramente oscila mais de 2% em uma semana inteira. O movimento contrário ao restante do mercado chamou atenção de analistas técnicos.

O Zcash é uma criptomoeda que permite transações totalmente privadas, ou seja, o remetente, destinatário e valor transferido podem ser ocultados (diferente do Bitcoin, onde todas as transações são públicas e rastreáveis). Conforme a Cointelegraph, analistas identificaram no gráfico de preços do ZEC um padrão técnico chamado “bull flag” (bandeira de alta), uma formação gráfica que historicamente precede altas expressivas. Esse padrão sugere, segundo a análise técnica tradicional, um potencial de valorização de até 88% caso o movimento se confirme.

A alta do Zcash ocorre em um contexto mais amplo de valorização das chamadas “privacy coins” (moedas de privacidade), um grupo de criptomoedas que inclui também Monero (XMR) e outras. Segundo conhecimento de mercado, essas moedas costumam atrair interesse em períodos de maior preocupação com vigilância financeira ou quando investidores buscam alternativas a ativos mais correlacionados com o Bitcoin. A título de comparação, enquanto o Bitcoin funciona como um livro-razão público (qualquer pessoa pode ver todas as transações), o Zcash oferece a opção de transações blindadas, como um envelope lacrado em vez de um cartão-postal.

Para o investidor brasileiro, é importante notar que moedas de privacidade enfrentam escrutínio regulatório mais intenso globalmente. No Brasil, a regulação de criptomoedas está em construção, com o Banco Central desenvolvendo o Drex (real digital) e a CVM monitorando ativos digitais. Historicamente, exchanges brasileiras têm sido cautelosas com a listagem de privacy coins devido a preocupações com lavagem de dinheiro e conformidade regulatória. Atualmente, não existem ETFs de Zcash listados na B3, ao contrário de Bitcoin (QBTC11) e Ethereum (ETHE11), que já possuem produtos regulados no mercado brasileiro.

Segundo dados públicos da CoinGecko, o Zcash representa uma fração pequena do mercado total de criptomoedas (a dominância do Bitcoin, ou seja, sua fatia na pizza das criptomoedas, gira em torno de 45% a 50% do mercado total, enquanto moedas de privacidade somadas representam menos de 1%). O movimento recente do ZEC ilustra como ativos menores podem apresentar volatilidade muito superior à de criptomoedas estabelecidas, tanto para cima quanto para baixo.

📊 Número do Dia

18% , Alta do Zcash em três dias, enquanto o mercado cripto geral caiu 3,45% no mesmo período (entre 16 e 19 de maio de 2026)

Por que isso importa

O movimento do Zcash mostra que, mesmo em quedas gerais do mercado cripto, ativos específicos podem seguir trajetórias próprias. Para o investidor brasileiro, isso reforça a importância da diversificação e do entendimento de que criptomoedas menores carregam riscos e oportunidades muito diferentes das moedas estabelecidas. A ausência de produtos regulados de privacy coins no Brasil também limita o acesso do investidor local a essa classe de ativos, concentrando a exposição em plataformas internacionais com menor proteção regulatória.


Fonte original: https://cointelegraph.com/markets/zcash-is-running-its-own-bull-market-zec-price-paints-88-rally-setup?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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