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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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Galaxy Digital recebe BitLicense de Nova York

A Galaxy Digital, gestora de criptoativos fundada por Mike Novogratz, recebeu a BitLicense do estado de Nova York em 18 de maio de 2026, segundo reportou a CoinDesk. A empresa é apenas a segunda a conquistar a licença neste ano, após a aprovação da Strike em março.

Galaxy Digital recebe BitLicense de Nova York, tornando-se a segunda empresa aprovada em 2026. Entenda o impacto para o mercado cripto institucional.

A Galaxy Digital, uma das maiores gestoras de criptoativos do mundo, acaba de receber a BitLicense do estado de Nova York, uma das licenças mais difíceis de obter no mercado cripto americano. Conforme reportou a CoinDesk, a aprovação ocorreu em 18 de maio de 2026 e permite à empresa operar legalmente com clientes institucionais (fundos de pensão, gestoras de recursos, family offices) no estado americano conhecido por sua regulação rigorosa. A BitLicense é uma autorização especial criada em 2015 pelo Departamento de Serviços Financeiros de Nova York (NYDFS) para empresas que desejam oferecer serviços relacionados a criptomoedas, funcionando como um selo de qualidade regulatória.

A Galaxy é apenas a segunda empresa a receber a licença em 2026, após a Strike em março. Historicamente, o processo de aprovação da BitLicense é longo e custoso, exigindo auditorias detalhadas, políticas de compliance (conformidade com regras de combate à lavagem de dinheiro e proteção ao consumidor) e capital mínimo robusto. A título de comparação, desde sua criação há mais de uma década, menos de 50 empresas conseguiram a aprovação, segundo dados públicos do NYDFS. Para o investidor brasileiro, a notícia sinaliza que a Galaxy Digital, que já opera globalmente, agora pode expandir sua presença institucional nos Estados Unidos com maior segurança jurídica.

Para o ecossistema brasileiro, a aprovação reforça a tendência de profissionalização do mercado cripto. Empresas como a Galaxy Digital, que gerenciam bilhões de dólares em ativos digitais, precisam de licenças regulatórias para atrair clientes institucionais que exigem conformidade legal. No Brasil, a regulação de criptoativos avançou com a Lei 14.478/2022, que atribuiu ao Banco Central a supervisão de exchanges (plataformas de compra e venda de criptomoedas) e prestadores de serviços de ativos virtuais. A movimentação em Nova York, portanto, ecoa um movimento global: sem licença, sem acesso ao dinheiro grande.

A Galaxy Digital foi fundada por Mike Novogratz, ex-executivo do banco Goldman Sachs e investidor veterano no mercado cripto. A empresa atua em diversas frentes, incluindo gestão de ativos, negociação (trading) de criptomoedas, mineração de Bitcoin (processo de validação de transações que gera novas moedas) e investimentos em startups do setor. Segundo conhecimento de mercado, a Galaxy é uma das poucas gestoras cripto listadas em bolsa (na TSX Venture Exchange, no Canadá), o que a obriga a divulgar balanços trimestrais e seguir padrões contábeis rigorosos.

📊 Número do Dia

2 , Número de empresas que receberam a BitLicense de Nova York em 2026 até maio, incluindo a Galaxy Digital e a Strike

Por que isso importa

A BitLicense de Nova York é considerada o padrão-ouro regulatório nos Estados Unidos. Para investidores brasileiros que acompanham o mercado global, a aprovação da Galaxy Digital sinaliza que grandes gestoras estão dispostas a investir tempo e recursos para operar dentro das regras, o que reduz riscos de fraude e aumenta a confiança institucional. No Brasil, onde a regulação ainda está em fase inicial, exemplos como esse mostram o caminho: sem conformidade regulatória, o acesso a clientes institucionais (e ao capital que eles trazem) fica bloqueado.


Fonte original: https://www.coindesk.com/business/2026/05/18/mike-novogratz-s-galaxy-receives-new-york-bitlicense-for-institutional-crypto-push