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THORChain suspende operações após suspeita de ataque de US$ 10 milhões

THORChain suspende operações após suspeita de ataque de US$ 10 milhões identificado por investigador independente. Entenda os riscos do DeFi para o investidor brasileiro.
A THORChain, protocolo de finanças descentralizadas (DeFi, ou bancos digitais sem banco no meio), suspendeu todas as operações de troca de criptomoedas em 15 de maio de 2025 após suspeita de um ataque que teria desviado US$ 10 milhões. A identificação foi feita por ZachXBT, investigador independente especializado em rastrear crimes no universo cripto.

A THORChain, protocolo que permite trocar criptomoedas de diferentes redes sem intermediários, paralisou todas as negociações em 15 de maio de 2025 após suspeita de um ataque hacker de US$ 10 milhões. Segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 15 de maio de 2025, a movimentação suspeita foi identificada por ZachXBT, investigador independente conhecido por rastrear crimes em blockchain (o registro público e permanente de todas as transações em criptomoedas, como um cartório aberto a todos).

O ataque teria afetado quatro redes diferentes: Bitcoin, Ethereum, BNB Chain e Base. Para entender a gravidade, imagine um sistema de câmbio automático que permite trocar dólares por euros, libras e ienes sem passar por um banco: se alguém consegue enganar esse sistema, pode drenar recursos de todas as moedas ao mesmo tempo. É exatamente isso que teria acontecido na THORChain, que funciona como uma ponte entre diferentes blockchains.

A THORChain é um protocolo DeFi (finanças descentralizadas, ou seja, serviços financeiros que funcionam sem bancos ou corretoras tradicionais) que permite aos usuários trocar criptomoedas de redes diferentes diretamente entre si. A suspensão das operações é uma medida de segurança padrão em casos de exploits (ataques que exploram falhas técnicas em protocolos cripto) enquanto a equipe investiga a origem e a extensão do problema. Historicamente, protocolos DeFi que sofrem ataques costumam pausar operações para evitar perdas adicionais enquanto corrigem as vulnerabilidades.

Para o investidor brasileiro, o episódio reforça um risco específico do universo DeFi: diferentemente de exchanges centralizadas reguladas pela CVM (como Mercado Bitcoin ou Foxbit), protocolos descentralizados não têm seguro de depósito nem mecanismos de proteção ao consumidor. Quem usa DeFi assume integralmente o risco técnico, sem rede de proteção regulatória. A título de comparação, fundos de investimento tradicionais na B3 têm custódia segregada e auditoria obrigatória, proteções inexistentes em protocolos descentralizados.

📊 Número do Dia

US$ 10 milhões , Valor estimado do ataque à THORChain, afetando quatro redes blockchain diferentes simultaneamente em 15 de maio de 2025

Por que isso importa

O caso ilustra o principal dilema das finanças descentralizadas: a promessa de operar sem intermediários vem acompanhada de riscos técnicos que o investidor comum dificilmente consegue avaliar. Para brasileiros que consideram DeFi como alternativa a aplicações tradicionais, o episódio serve de alerta: a ausência de regulação e custódia profissional significa que falhas de segurança podem resultar em perda total, sem recurso legal ou reembolso. Diferentemente de um banco tradicional ou corretora regulada, protocolos DeFi não oferecem garantias nem mecanismos de compensação em caso de ataque.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/thorchain-halts-trading-zachxbt-flags-10m-exploit?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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