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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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Strategy enfrenta teto de US$ 28 bilhões em ações preferenciais

A Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin do mundo, está próxima de atingir o limite de US$ 28 bilhões para emissão de ações preferenciais STRC, segundo análise da Delphi Digital publicada em 14 de maio de 2025.

Executiva em escritório corporativo analisando documentos financeiros com gráfico mostrando teto de US$ 28 bilhões, laptop com dados
Análise de documentos corporativos revela limite de investimento de US$ 28 bilhões em ações preferenciais.

A Strategy, empresa comandada por Michael Saylor e conhecida por acumular Bitcoin no balanço, enfrenta um obstáculo técnico que pode limitar sua capacidade de compra da criptomoeda. Segundo relatório da Delphi Digital divulgado nesta quarta-feira (14), a companhia está se aproximando do teto de US$ 28 bilhões para emissão de ações preferenciais da classe STRC, um dos principais mecanismos que a empresa usa para levantar dinheiro e comprar mais Bitcoin.

Para contextualizar, ações preferenciais são títulos que dão ao investidor prioridade no recebimento de dividendos (quando a empresa distribui lucros), mas geralmente não conferem direito a voto nas decisões da companhia. A Strategy emite essas ações STRC e usa o dinheiro captado para adquirir Bitcoin, transformando o balanço corporativo em uma espécie de fundo de investimento em criptomoedas. É como se a empresa vendesse participações especiais para financiar a compra de um ativo que considera valioso no longo prazo.

O limite de US$ 28 bilhões não é uma barreira absoluta, segundo os pesquisadores da Delphi Digital. A análise aponta que a Strategy ainda pode recorrer a outros instrumentos de captação, como emissão de dívida conversível (títulos que podem ser trocados por ações no futuro) ou até mesmo ações ordinárias (aquelas que dão direito a voto). Esses mecanismos já foram usados pela empresa no passado e continuam disponíveis, embora cada um tenha custos e implicações diferentes para os acionistas atuais.

Para o investidor brasileiro, a situação da Strategy serve como termômetro indireto do apetite institucional por Bitcoin. Embora a empresa não tenha ações negociadas na B3, seu modelo de acumulação de Bitcoin influencia o mercado global da criptomoeda, que por sua vez afeta os ETFs de Bitcoin disponíveis no Brasil, como HASH11, BITH11 e QBTC11. Historicamente, anúncios de grandes compras pela Strategy costumam coincidir com períodos de alta do Bitcoin, embora não haja relação de causalidade comprovada. A título de comparação, a Strategy detém mais de 500 mil Bitcoins (segundo dados públicos de mercado até abril de 2025), o equivalente a cerca de 2,4% de todos os Bitcoins que existirão quando a emissão da moeda estiver completa (21 milhões de unidades).

📊 Número do Dia

US$ 28 bilhões , Teto de emissão de ações preferenciais STRC que a Strategy está próxima de atingir, segundo a Delphi Digital

Por que isso importa

A Strategy é a maior compradora corporativa de Bitcoin do mundo e seus movimentos funcionam como indicador do apetite institucional pela criptomoeda. Se a empresa encontrar dificuldades para captar recursos, pode reduzir o ritmo de compras, o que historicamente coincide com períodos de menor pressão de alta no preço do Bitcoin. Para investidores brasileiros em ETFs de cripto, entender essas dinâmicas ajuda a antecipar possíveis variações de preço no mercado global, que se refletem diretamente nos produtos negociados na B3.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/strategys-bitcoin-engine-28b-strc-ceiling-delphi?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound