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Gigante de pagamentos Corpay adiciona carteiras de stablecoins

Corpay, empresa do S&P 500, adiciona carteiras de stablecoins para 800 mil clientes via parceria com BVNK. Entenda o impacto para pagamentos globais.
A Corpay, empresa de pagamentos globais listada no índice S&P 500 dos Estados Unidos, anunciou parceria com a BVNK para adicionar carteiras de stablecoins (moedas digitais atreladas ao dólar) à sua rede de 800 mil clientes corporativos, segundo reportagem da The Block publicada em 11 de maio de 2025.

A Corpay, uma das maiores empresas de pagamentos corporativos do mundo, passou a oferecer carteiras digitais de stablecoins para sua base global de 800 mil clientes. Segundo a The Block, a parceria com a BVNK permite que empresas realizem transferências internacionais usando moedas digitais estáveis (stablecoins são criptomoedas cujo valor fica atrelado a uma moeda tradicional, como o dólar, funcionando como um real digital que vale sempre o mesmo, mesmo quando o resto do mercado balança). A novidade traz liquidação 24 horas por dia, sete dias por semana, algo impossível no sistema bancário tradicional, que fecha nos finais de semana e feriados.

A Corpay está listada no S&P 500, índice que reúne as 500 maiores empresas de capital aberto dos Estados Unidos (equivalente, em termos de relevância, ao Ibovespa no Brasil). Para contextualizar a escala da operação: a empresa processa bilhões de dólares em pagamentos corporativos anualmente, atendendo desde pequenas empresas até multinacionais. A integração de stablecoins representa uma aposta de que moedas digitais estáveis podem competir com sistemas tradicionais como SWIFT (a rede global de mensagens bancárias) em velocidade e custo, especialmente para transferências internacionais.

Para o investidor brasileiro, o movimento sinaliza que stablecoins estão deixando de ser nicho e entrando no sistema financeiro corporativo tradicional. No Brasil, o Banco Central desenvolve o Drex (a versão digital do real), mas stablecoins em dólar já circulam em exchanges locais como Mercado Bitcoin e Binance. A diferença é que a Corpay oferece o serviço diretamente a empresas, sem necessidade de passar por uma exchange de criptomoedas. Historicamente, empresas brasileiras que fazem pagamentos internacionais enfrentam custos elevados de câmbio e prazos de até três dias úteis para liquidação. Stablecoins podem reduzir esse tempo para minutos, segundo dados públicos de provedores de infraestrutura blockchain.

A BVNK, parceira escolhida pela Corpay, é uma empresa de infraestrutura que conecta sistemas financeiros tradicionais a redes blockchain (o registro público e distribuído onde transações de criptomoedas são gravadas, funcionando como um cartório digital aberto a todos). A parceria permite que clientes da Corpay mantenham saldos em stablecoins e realizem pagamentos sem precisar converter constantemente para moedas tradicionais, reduzindo custos de câmbio.

📊 Número do Dia

800 mil , Número de clientes corporativos da Corpay que agora têm acesso a carteiras de stablecoins para pagamentos globais 24/7

Por que isso importa

A entrada de uma empresa do S&P 500 no mercado de stablecoins marca a transição dessas moedas digitais de produto de nicho para ferramenta corporativa mainstream. Para empresas brasileiras que fazem pagamentos internacionais, a tendência pode significar alternativas mais rápidas e baratas ao sistema bancário tradicional, especialmente se outras grandes empresas de pagamentos seguirem o mesmo caminho. O movimento também pressiona o Banco Central a acelerar o Drex, sob risco de ver stablecoins privadas dominarem o mercado de pagamentos digitais antes que a moeda digital oficial esteja pronta.


Fonte original: https://www.theblock.co/post/400710/sp-500-payments-firm-corpay-taps-bvnk-to-add-stablecoin-wallets-for-global-customers?utm_source=rss&utm_medium=rss

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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