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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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Maior exchange do Irã tem fundadores ligados ao governo

A Nobitex, maior corretora de criptomoedas do Irã, foi fundada por irmãos ligados à poderosa família Kharrazi, que mantém vínculos com os líderes supremos do país, segundo reportagem da Reuters publicada em 3 de maio de 2025.

Profissional de camisa branca lendo documentos em escritório com laptop mostrando conteúdo sobre exchanges iranianas
Análise de documentos sobre mercado de criptomoedas e exchanges digitais em ambiente corporativo.

A Nobitex, maior exchange (plataforma de compra e venda de criptomoedas) do Irã, foi fundada por irmãos ligados à família Kharrazi, um clã com conexões diretas aos líderes supremos do país. A informação foi revelada pela Reuters em reportagem publicada em 3 de maio de 2025, conforme reportou a Cointelegraph. A descoberta levanta questões sobre a relação entre o mercado cripto iraniano e o governo de Teerã, especialmente num país onde o setor financeiro tradicional enfrenta sanções internacionais severas.

A família Kharrazi ocupa posições de influência no Irã há décadas. Para contextualizar, o Irã é um dos países onde as criptomoedas ganharam tração como alternativa ao sistema bancário tradicional, bloqueado por sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia. Segundo conhecimento de mercado, o país chegou a representar uma fatia relevante da mineração global de Bitcoin (o processo de validação de transações que gera novas moedas), especialmente entre 2019 e 2022, quando o governo iraniano autorizou a atividade para driblar restrições financeiras.

A Nobitex domina o mercado local de criptomoedas, funcionando como uma espécie de Mercado Bitcoin ou Binance do Irã (plataformas onde iranianos compram e vendem ativos digitais). A revelação de que seus fundadores têm laços familiares com o topo do poder iraniano sugere que o mercado cripto no país pode estar mais integrado ao Estado do que se imaginava. Historicamente, governos autoritários têm relação ambígua com criptomoedas: ora reprimem o setor por temer perda de controle monetário, ora o utilizam para contornar sanções internacionais.

Para o investidor brasileiro, o caso ilustra um risco geopolítico relevante. Exchanges cripto em países sob sanções ou com governos centralizadores podem enfrentar bloqueios repentinos, confisco de ativos ou restrições de saque, cenários que não se aplicam a plataformas reguladas no Brasil, como as supervisionadas pelo Banco Central. A título de comparação, no Brasil, exchanges como Mercado Bitcoin e Foxbit operam sob regras da Receita Federal e do Banco Central desde 2022, com obrigações de transparência e combate à lavagem de dinheiro.

O episódio também reforça a importância de diversificação geográfica e de custódia (onde você guarda suas criptomoedas). Segundo boas práticas de mercado, manter ativos em exchanges de países com governança frágil ou sob sanções internacionais aumenta o risco de perda total, especialmente se o governo decidir intervir na plataforma.

📊 Número do Dia

Nobitex , Nome da maior exchange de criptomoedas do Irã, fundada por filhos de família ligada aos líderes supremos do país, segundo a Reuters.

Por que isso importa

O caso expõe como governos autoritários podem usar o mercado cripto para contornar sanções, mas também alerta investidores globais sobre riscos de concentração de poder em exchanges de países com governança frágil. Para brasileiros, reforça a importância de escolher plataformas reguladas localmente e de não concentrar ativos em corretoras de jurisdições instáveis, onde o risco de intervenção estatal ou bloqueio de saques é real.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/irans-largest-crypto-exchange-founded-by-sons-of-family-tied-to-supreme-leaders-reuters?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound