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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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Minha Casa, Minha Vida amplia renda e valores de financiamento

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira (24) novas regras para o Minha Casa, Minha Vida, ampliando os limites de renda familiar em todas as faixas e elevando os valores máximos de financiamento. As mudanças aguardam publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor.

Família com documentos observa obras de construção civil de edifício residencial programa habitacional
Família acompanha andamento de obra residencial com documentos em mãos em canteiro de construção.

O principal programa habitacional do país acaba de ficar mais acessível. O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) — o fundo formado pelos depósitos mensais que as empresas fazem para seus funcionários — aprovou novas regras para o Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A mudança mais significativa é a ampliação dos tetos de renda mensal em todas as quatro faixas do programa: a Faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3.200; a Faixa 2, de R$ 4.700 para R$ 5.000; a Faixa 3, de R$ 8.600 para R$ 9.600; e a Faixa 4, de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

Para entender o impacto, pense no programa como uma escada com quatro degraus, onde cada degrau oferece condições diferentes de financiamento. Quanto menor a renda da família, mais ajuda ela recebe do governo na forma de juros menores e subsídios (um desconto direto no valor do imóvel). Com a ampliação dos limites, famílias que antes ficavam de fora por ganhar alguns reais a mais agora conseguem entrar no programa. Segundo o governo, 87,5 mil famílias passarão a pagar juros menores, 31,3 mil novas famílias serão incluídas na Faixa 3 e 8,2 mil na Faixa 4.

Além da renda, os valores máximos de financiamento também subiram nas faixas superiores. Na Faixa 3, o limite passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil (aumento de 14%), e na Faixa 4, de R$ 500 mil para R$ 600 mil (alta de 20%). Isso significa que famílias de classe média poderão comprar imóveis mais caros usando as condições facilitadas do programa — especialmente importante num momento em que os juros estão elevados e o crédito imobiliário tradicional ficou mais caro.

A ampliação será financiada com recursos do Fundo Social, que destinará cerca de R$ 31 bilhões ao programa, com previsão de uso a partir do segundo semestre. A equipe técnica estima um impacto de R$ 500 milhões em subsídios diretos e R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional. A título de comparação, programas habitacionais em países como México e Chile também usam fundos públicos para subsidiar moradias, mas o Brasil se destaca pelo volume de recursos mobilizados — o MCMV é um dos maiores programas de habitação popular da América Latina.

O Conselho também aprovou a retomada do FGTS-Saúde, voltado a entidades filantrópicas que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS), com prazos ampliados de até 30 anos para obras. A medida gerou resistência de representantes do setor privado, que criticaram o uso de recursos do FGTS para reestruturação de instituições — a Confederação Nacional do Comércio votou contra.

📊 Número do Dia

127 mil — famílias serão beneficiadas com a ampliação do Minha Casa, Minha Vida, entre novas inclusões e redução de juros

Por que isso importa

Para o cidadão, a mudança significa que mais famílias de classe média poderão acessar financiamento habitacional com juros menores num momento em que o crédito tradicional está caro. Para o setor da construção civil, a ampliação dos limites de financiamento pode aquecer a demanda por imóveis de até R$ 600 mil, especialmente em regiões metropolitanas onde os preços são mais altos. Para o investidor, a medida sinaliza que o governo está disposto a usar recursos públicos para sustentar o mercado imobiliário, o que pode beneficiar construtoras e bancos que operam com crédito habitacional.


Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/fgts-eleva-para-r-13-mil-limite-de-renda-do-minha-casa-minha-vida